Perguntas frequentes
São estas as perguntas que nos fazem ao telefone, com as mesmas respostas que damos ao telefone, escritas aqui para as poder ler sem ter de falar com ninguém.
As perguntas que nos fazem
O que muda na minha empresa?
O menos possível. A equipa, o nome e a localização mantêm-se. Não mudamos nada no primeiro dia que não tenha sido falado consigo, e o nosso instinto é sempre preservar o que já funciona.
E os meus colaboradores?
Mantêm os seus postos. Quem dirige a empresa no dia a dia continua, em regra, a dirigi-la. Compramos empresas pelas pessoas que nelas trabalham, e não apesar delas.
O nome mantém-se?
Em quase todos os casos, sim — o nome à porta faz parte do que estamos a comprar. Se alguma vez houver motivo para o mudar, falamos consigo primeiro.
Posso continuar envolvido?
Se assim o desejar, pelo tempo que lhe convier — alguns meses ou alguns anos. E se preferir entregar as chaves e afastar-se de forma tranquila, também não há problema.
E se eu não quiser deixar de trabalhar?
Então não deixe. Muitos dos proprietários com quem falamos não têm nenhuma intenção de parar, e preferimos comprar uma empresa cujo dono ainda a quer dirigir a uma cujo dono já saiu. Somos mais dois pares de mãos, não uma substituição.
É confidencial?
Sim. Cada conversa é reservada, desde o primeiro contacto, e nada é partilhado sem o seu acordo.
Compram a empresa toda?
Normalmente na totalidade. Se preferir manter uma participação ou ser pago ao longo do tempo, podemos acordar isso.
Como começamos?
Escreva-nos. Uma primeira conversa é reservada e não implica qualquer compromisso.
Quanto vale a minha empresa?
Ninguém lho pode dizer sem ver as contas, e desconfie de quem lho disser.
O valor sai de duas coisas: o resultado normalizado da empresa, e um fator aplicado a esse resultado. Quase toda a discussão séria é sobre a primeira, não sobre a segunda. Normalizar significa retirar o que é seu e não da empresa, e acrescentar o custo de contratar quem faz hoje o que o senhor faz de graça. Em empresas desta dimensão essas correções movem o resultado com frequência em mais de 30%, nos dois sentidos.
Depois disso ainda há dois passos entre o valor da empresa e o dinheiro que lhe chega à conta: a dívida e a tesouraria à data do fecho, e o nível de fundo de maneio com que a empresa é entregue. É aí que um número de que gostou se transforma noutro.
O que nos propomos fazer é isto: ver as contas, e pôr o nosso número por escrito cedo, antes de lhe pedir semanas de trabalho.
Quanto tempo demora?
Entre quatro e oito meses da primeira conversa à assinatura, e a diferença está quase sempre em quatro coisas: quantos sócios têm de estar de acordo, se o imóvel já está separado do que é da empresa, se as contas precisam de ser reconstruídas antes de poderem ser analisadas, e a rapidez das respostas de parte a parte.
A primeira conversa é uma tarde. A fase que mais lhe pesa é a de análise, e são seis a dez semanas. Pode parar em qualquer altura até assinar.
Tenho de dizer aos meus colaboradores?
Quando quiser, e é mesmo uma escolha sua.
Numa venda de quotas o empregador não muda: a sociedade é a mesma, os contratos são os mesmos e nada tem de ser comunicado a ninguém por causa da mudança de sócios. Se em vez disso a operação for um trespasse ou uma venda de ativos, as regras são outras e são mais exigentes, e é uma das razões para saber cedo qual dos dois caminhos está em cima da mesa. Confirme com o seu advogado, que é quem o pode dizer sobre o seu caso.
Na prática, a maior parte dos proprietários conta à equipa depois de o contrato estar assinado, pessoalmente, e no mesmo dia ou nos dias seguintes. Não lhe vamos pedir para falar com os seus colaboradores antes disso. Durante a análise só precisaremos de saber, no papel, quem são os responsáveis de obra, há quanto tempo estão consigo, e como está pensada a sucessão de cada um.
Quando chegar essa altura, se lhe for útil, estaremos na empresa no dia em que contar, para responder às perguntas que forem para nós e não para si.
Posso vender só uma parte?
Pode, e não é invulgar. Normalmente compramos a totalidade das quotas, mas manter uma participação é uma opção real e há grupos por toda a Europa construídos exatamente assim.
Se for esse o caminho, há três coisas que têm de ficar escritas no contrato desde o início, e não deixadas para depois. Como e quando é comprada a parte que ficou consigo, e a que valor. Que direitos de informação e de voto essa parte lhe dá enquanto durar. E o que acontece se, no dia em que quiser sair, nós não quisermos comprar.
Uma nota honesta, porque a vai ouvir de qualquer advogado que perceba do assunto: uma participação minoritária numa empresa que não está para ser vendida não tem saída automática. É por isso que o mecanismo tem de estar escrito, e é por isso que essa é a parte do contrato que vale a pena ler com mais atenção.
Em contrapartida, há uma vantagem que costuma passar despercebida: consoante a forma que a operação tome, manter uma parte pode ter um tratamento fiscal diferente de receber tudo a dinheiro. Fale com o seu contabilista certificado antes de decidir, não depois.
E se mudar de ideias?
Pode parar até ao dia em que assinar o contrato de compra e venda. Até lá, o que muda é só quanto trabalho já foi feito.
Na primeira conversa e até haver o nosso número por escrito, não custa nada e não há obrigação nenhuma de parte a parte. O acordo de confidencialidade que se assina antes de vermos contas obriga ao sigilo, e não a vender.
A carta de intenções também não o obriga a vender. Obriga a duas coisas: ao sigilo, e a não falar com outros compradores durante um prazo, que tem de ter data. Parar aí custa-lhe o tempo que investiu, e mais nada.
A partir do momento em que a análise começa, há dinheiro a ser gasto por alguém, e por isso quem paga o quê fica acordado por escrito antes de haver custos, e não a meio. Se parar depois disso, deve a sua parte do trabalho que já tiver sido feito, e nada além disso.
Depois de assinado o contrato, deixa de poder parar sem consequência, e o que a consequência é está escrito no próprio contrato, em números, antes de o senhor o assinar.
O que acontece se não avançarmos?
A maior parte das conversas não avança, e isso é o resultado mais provável de qualquer primeira conversa, incluindo a sua.
Se pararmos, tudo o que nos tiver entregado é devolvido ou destruído, à sua escolha, e confirmamo-lo por escrito. Isso inclui contas, contratos, listas de clientes e mapas de pessoal. As análises que tivermos feito a partir desses documentos são destruídas com eles.
Duas exceções, e são as únicas. Fica o que já era público antes de falarmos, porque não foi o senhor que no-lo deu. E os assessores que tiverem trabalhado no processo mantêm o seu próprio processo pelo período a que as regras da profissão os obrigam, o que não é uma escolha nossa nem deles.
Não fica numa lista, não voltamos a escrever-lhe sem que nos diga que sim, e nada do que soubermos é usado para qualquer outro fim. Se quiser retomar daqui a dois anos, começa-se do princípio, e o princípio é uma conversa.