O nosso capital
Capital que fica. Como investimos, como decidimos entre os dois.
Capital que fica
O Grupo Cerne é detido pelos dois sócios que o gerem, e estamos a reunir à sua volta um grupo restrito de investidores de longo prazo.
Não somos um fundo. A sociedade não tem duração definida e não existe data em que sejamos obrigados a vender uma empresa. O capital que reunimos é para ficar.
O capital é subscrito operação a operação. Cada aquisição tem o seu calendário e o seu fecho, como tem qualquer compra de uma empresa. Esse é o prazo do negócio, e não o prazo do investimento: quem entra numa operação entra sem data de saída marcada.
Procuramos quem queira deter empresas portuguesas bem geridas durante décadas, e não durante um ciclo.
Porque isto importa
Mantemos o que adquirimos. O nosso capital é permanente — não há fundo para angariar ou devolver, nem relógio a contar em nenhuma empresa que detemos. Essa estrutura é invulgar, e é esse o ponto: permite-nos ser o comprador em que um proprietário familiar pode confiar, e o guardião que uma boa empresa merece.
Para um proprietário, significa que a nossa palavra não está refém do calendário de um fundo. Para uma empresa, significa decisões tomadas a pensar na década seguinte, e não no trimestre seguinte.
Como investimos
| Setor | Serviços de climatização, eletricidade e canalização |
|---|---|
| Dimensão | Entre 300 mil e 5 milhões de euros de resultados anuais |
| Onde | Portugal continental |
Um preço justo é um preço que a empresa consegue suportar depois de nós já lá estarmos. Partimos das contas dos últimos anos, separamos o que é do dono do que é da empresa, e olhamos para o que se repete todos os anos e não para o melhor ano. Se o número de que precisamos para justificar o preço só aparece com um pressuposto otimista, então o preço está errado, e é o preço que muda. O que acreditamos que a empresa vale fica escrito cedo, antes de ocuparmos semanas ao proprietário, e não é revisto no fim. Também não pomos dívida na empresa para pagar a compra dela. Uma empresa endividada para financiar a sua própria venda deixa de poder comprar uma carrinha ou contratar um aprendiz no ano seguinte, e passa a trabalhar para o banco em vez de trabalhar para os clientes. Nós compramos para ficar, o que significa que somos nós que vamos viver com a conta que fizermos. Preferimos perder um negócio a fechá-lo com uma conta que só resulta se tudo correr bem.
Não compramos empresas para as arranjar. Uma empresa que precisa de ser salva precisa de alguém lá dentro a tempo inteiro durante anos, e esse alguém teria de ser um de nós, o que seria injusto para ela e para todas as outras. Não compramos ideias à procura de clientes, porque o que nos interessa é precisamente o que já foi provado ao longo de vinte ou trinta anos. Não entramos em leilões: um processo desenhado para pôr compradores a competir produz quase sempre o resultado de que nos queremos afastar, que é pagar de mais e prometer de mais para ganhar. E não compramos para revender. Se a intenção fosse essa, tudo o que dissermos a um proprietário sobre os anos seguintes seria conversa, e ele saberia disso.
Como decidimos entre os dois
Somos dois e decidimos os dois. Cada um tem a sua área e resolve o dia a dia sem pedir licença ao outro. As decisões que contam, comprar uma empresa e a que preço, não são dessas: exigem que ambos estejamos convencidos. Se um de nós não estiver, não avançamos, e não existe aqui nenhum mecanismo que desempate à força. É deliberado. Ao longo de uma vida, o custo de deixar passar uma boa empresa é pequeno e recupera-se. O custo de comprar uma má é permanente.
Documentação
Não estamos a angariar capital através deste sítio, e não encontrará aqui projeções.
A documentação não é pública. Partilha-se depois de uma conversa e sob confidencialidade. Pedro Teixeira Duarte, geral@grupocerne.pt, +351 918 330 399.