O Grupo

O modelo do grupo

O que acontecerá a uma empresa depois de entrar no grupo, dito antes de haver empresas no grupo.

Como uma empresa entrará

Uma empresa entrará no grupo pelo caminho mais aborrecido que soubermos desenhar, e isso será uma escolha e não um acaso. Começará por uma conversa reservada, sem compromisso de parte a parte, em que ouviremos mais do que falaremos. Se fizer sentido dos dois lados, poremos por escrito, cedo, quanto acreditamos que a empresa vale e em que termos, antes de pedirmos ao proprietário semanas do seu tempo. Depois pediremos um período curto para conhecer bem a empresa, as contas, os clientes e a forma como o trabalho é feito, com o menor incómodo que a honestidade permitir. Se o que encontrarmos confirmar o que nos foi dito, fecharemos ao preço que estiver acordado. Se não confirmar, diremos porquê, e diremos cedo. O que não faremos, em caso nenhum, é levar um proprietário até ao fim para lhe descobrir ali um preço diferente.

O caminho passo a passo está em O nosso processo.

O que ficará local

Quando concluímos, a equipa fica, a localização fica e — em quase todos os casos — o nome fica. Os seus colaboradores mantêm os seus postos e, na maioria dos casos, as suas chefias. O que muda no primeiro dia é o mínimo que conseguirmos.

  • O nome à porta
  • A equipa
  • A direção do dia a dia
  • Os clientes
  • A forma de trabalhar

Quase tudo o que adquirimos permanece como o encontrámos — a equipa, a localização, o nome à porta. Tratamos cada empresa como uma herança, não como um ativo.

O que o centro fará

O centro será pequeno, e será pequeno de propósito. Fará três coisas. Porá capital onde a empresa sozinha não conseguiria pô-lo: a saída do proprietário, uma carrinha, uma oficina, um equipamento, um contrato que exija garantia bancária. Negociará à escala do grupo aquilo que é caro de negociar sozinho, compras, seguros, financiamento e sistemas, e o que se poupar ficará na empresa que o gerou. E ajudará no que ninguém gosta de fazer sozinho, sobretudo encontrar, formar e segurar técnicos, que é o problema que todas estas empresas têm em comum e o único que se resolve melhor em conjunto do que em separado. Não fará preços, não escolherá clientes, não decidirá quem se contrata e não porá gestores nossos por cima de quem já lá está. A regra que nos daremos é esta: o centro só existe para fazer aquilo que a empresa não conseguiria fazer sozinha, e cada coisa que fizer terá de continuar a justificar-se perante quem a recebe. No dia em que deixar de se justificar, deixa de se fazer.

  • Capital
  • Sucessão
  • Compras
  • Sistemas
  • Recrutamento
  • Seguros
  • Financiamento

O que o centro nunca fará

  • Mudar a sede
  • Mudar a marca
  • Desmembrar a empresa
  • Trocar a equipa
  • Revender

Não vendemos. A empresa passa a integrar um pequeno conjunto de empresas que tencionamos manter para sempre — e aquilo que lhe prometermos sobre os anos seguintes seremos nós, ainda cá, a ter de cumprir.

Quem gerirá a empresa depois da venda

Quem construiu uma empresa é, em regra, quem está em melhor posição para a dirigir. Não colocamos gestores nossos, nem dirigimos as empresas à distância. Acordamos um rumo claro e o que significa fazer bem, e deixamos os operadores trabalhar.

A maioria dos proprietários com quem falamos não quer desaparecer. Passados os primeiros anos há três portas, e a escolha é sua: continuar à frente da empresa; juntar-se a nós a encontrar e a integrar as seguintes; ou ter o tempo para preparar como deve ser quem lhe há de suceder. Se nenhuma lhe disser, um lugar de conselheiro é seu pelo tempo que quiser. O que não acontece é alguém decidir, numa data marcada à partida, que já não há lugar para si.

Quando o proprietário decidir afastar-se, e no dia que ele escolher, quem ficar à frente da empresa virá, sempre que for possível, de dentro dela. Preferiremos preparar durante um ou dois anos, com o proprietário ainda cá, alguém que já lá está e que já decide, do que trazer de fora uma pessoa que ninguém conhece e que os clientes não reconhecem. Onde essa pessoa não existir, procurá-la será tarefa nossa e não do proprietário, e será feita antes de ele sair e não depois. O que ficará connosco é pouco e será dito por escrito: aprovar o plano do ano e os investimentos maiores, decidir o destino do dinheiro que a empresa gerar, e escolher quem a dirige. Tudo o resto pertencerá a quem lá trabalha. Estaremos presentes com regularidade, mais no primeiro ano do que nos seguintes, e saberemos que estamos a fazer bem o nosso trabalho quando precisarem cada vez menos de nós.

Uma casa permanente para a empresa que construiu.

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