A continuidade da sua empresa
Há uma altura em que a pergunta deixa de ser como fazer a empresa crescer e passa a ser o que lhe vai acontecer. Pode chegar por causa de um sócio que quer sair enquanto o senhor fica, de filhos com outra vida, de todo o seu património estar dentro de uma empresa só, ou de um investimento que ela precisa de fazer e que já não lhe apetece financiar sozinho. Não é uma pergunta sobre reformar-se. É uma pergunta sobre a empresa, e a maior parte das pessoas que a faz ainda não decidiu nada.
Razões para vender que ouvimos
- Uma sucessão sem sucessor. A empresa tem quem a compre e não tem quem a continue, e as duas coisas não são a mesma.
- Querer liquidez sem deixar de trabalhar. Tirar da empresa parte do que lá está sem ter de sair da empresa nem parar de a dirigir.
- Um sócio que sai enquanto o outro fica. Precisa de comprar a parte dele e de o fazer sem descapitalizar a empresa nem se endividar sozinho.
- Herdeiros que não querem gerir. Querem-lhe bem, respeitam o que construiu, e a vida deles é noutro lado.
- Risco concentrado numa só empresa. Trinta anos de trabalho estão todos no mesmo sítio, e nenhum consultor de investimentos lhe recomendaria isso a um cliente.
- Um ciclo de investimento que o dono não quer financiar. A empresa precisa de dar um passo, o passo faz-se com dinheiro e com anos, e o senhor já fez essa conta.
Os caminhos possíveis
Quando não há um sucessor claro, há normalmente cinco caminhos: passar a empresa a um familiar; vendê-la a quem já a dirige; vendê-la a um concorrente ou a um grupo do setor; vendê-la a um comprador financeiro; ou encerrar. Cada um deles tem consequências diferentes para quem lá trabalha, para o nome e para si.
Não vamos aqui defender nenhum. A decisão certa depende de coisas que só o proprietário sabe — a idade dos filhos, a solidez da equipa, a vontade que ainda tem de trabalhar. Vale mais a pena decidir isso primeiro, com calma, do que decidi-lo a meio de uma negociação.
O que muda e o que não muda
Não muda
- O nome
- A equipa
- O local
- Os clientes
- A forma de trabalhar
Muda
- O capital
- A sucessão, resolvida
- Apoio em compras
- Sistemas
- Recrutamento
- Seguros
O seu papel depois da venda
A maioria dos proprietários com quem falamos não quer desaparecer. Passados os primeiros anos há três portas, e a escolha é sua: continuar à frente da empresa; juntar-se a nós a encontrar e a integrar as seguintes; ou ter o tempo para preparar como deve ser quem lhe há de suceder. Se nenhuma lhe disser, um lugar de conselheiro é seu pelo tempo que quiser. O que não acontece é alguém decidir, numa data marcada à partida, que já não há lugar para si.
- Ficar
- Sair devagar
- Sair já
O que procuramos
Dimensão, setor e geografia, em números, e as situações que ouvimos: veja o que procuramos.
Nada disto lhe pede uma decisão, e não precisamos de resposta nenhuma agora. Quando quiser pensar a sua em voz alta, telefone: ninguém aqui recebe comissão por o convencer de coisa alguma.