Por onde começamos
Começamos pela climatização. Seguem-se a eletricidade e a canalização. Os três ofícios têm o mesmo desenho: muitas empresas pequenas, quase todas dirigidas pelo dono; trabalho que se repete, por contrato, por lei ou por avaria; e uma competência que leva anos a construir. Outros ofícios técnicos do edifício só se juntarão quando fizer sentido.
Climatização
É por onde começamos. Há poucas empresas de climatização com dimensão, e nenhuma domina o mercado. Um sistema instalado tem de ser mantido, e boa parte dessa manutenção é exigida por lei: planos de manutenção nos grandes edifícios, inspeções periódicas acima de 70 kW, verificações de fuga no equipamento com gases fluorados. Uma boa empresa vive de avenças anuais sobre um parque instalado que conhece. A instalação sobe e desce com a construção. A manutenção fica.
Metade dos edifícios de habitação em Portugal foi construída antes de 1981, muitos sem qualquer sistema de aquecimento ou arrefecimento previsto. Venderam-se cerca de 49 mil bombas de calor em 2024, e a APIRAC estima uma falta de cerca de 5 mil técnicos. Quem tem técnicos formados e certificados tem o ativo mais escasso deste ofício.
| Empresas | 2 346 |
|---|---|
| Pessoas ao serviço | 12 991 |
| Faturação, 2024 | €1 181 M |
| Com menos de dez pessoas | 88% |
Quadro: INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas, 2024. CAE Rev.3 43222. Texto: INE, Censos 2021 · EHPA, Market Report 2025 · APIRAC, março de 2025.
Eletricidade
Segue-se à climatização. É o maior dos ofícios técnicos do edifício e o mais desigual: algumas empresas grandes, milhares de muito pequenas, e o meio, entre a empresa de três pessoas e o grande grupo, é fino. A receita repete-se por três vias: a avença, porque uma paragem custa mais do que ela; a inspeção periódica que a lei impõe; e a avaria, que não escolhe altura. Nenhuma das três depende de haver obra nova.
Reabilitar um edifício antigo é quase sempre refazer a instalação elétrica, e a carga está a subir: Portugal fechou 2025 com cerca de 15 mil pontos públicos de carregamento.
| Empresas | 10 960 |
|---|---|
| Pessoas ao serviço | 43 019 |
| Faturação, 2024 | €3 279 M |
| Com menos de dez pessoas | 94% |
Quadro: INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas, 2024. CAE Rev.3 43210. Texto: INE, Censos 2021 · MOBI.E.
Canalização
Vem a seguir. É o mais fragmentado dos ofícios do edifício: quase todas as empresas são muito pequenas, e nenhuma tem peso no mercado. Ao contrário da climatização e da eletricidade, não há uma inspeção periódica que a lei imponha às redes de água: o trabalho repete-se pela avaria e pela reabilitação. Uma rede com trinta anos chega ao fim da vida aos bocados, com o cliente a ligar primeiro a quem já lá esteve, e por isso este ofício vale mais dentro de um grupo que já está no edifício.
Toda a reabilitação séria de um prédio antigo passa pelo canalizador, e a troca do gás pelo elétrico substitui um tipo de trabalho por outro. O que falta é gente: formar um canalizador leva 850 horas de formação técnica de base.
| Empresas | 4 576 |
|---|---|
| Pessoas ao serviço | 12 694 |
| Faturação, 2024 | €804 M |
| Com menos de dez pessoas | 95% |
Quadro: INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas, 2024. CAE Rev.3 43221. Texto: INE, Censos 2021 · Fundo Ambiental, E-Lar, 2025 · IEFP.
O que procuramos
| Setor | Climatização, eletricidade e canalização |
|---|---|
| Faturação | Entre 3 e 20 milhões anuais |
| Onde | Portugal |
| Estrutura | Aquisição da totalidade do capital social; parte do preço pode ser paga nos anos seguintes |
| Situação | Um proprietário a decidir o que vem a seguir: sucessão, liquidez, a saída de um sócio, ou herdeiros que não querem gerir |
Se a sua empresa fica perto disto, escreva-nos mesmo assim.
Quem nos procura
- Sucessão sem sucessor
- Liquidez sem deixar de trabalhar
- Um sócio que sai, outro que fica
- Herdeiros que não querem gerir
- Risco concentrado numa só empresa
- Um ciclo de investimento que o dono não quer financiar
Como se decide
Uma aquisição só avança se ambos estivermos convencidos. Para dizer que sim ou que não precisamos de pouco: as contas dos últimos três anos, uma ideia clara de quem são os clientes e de quanto do trabalho se repete todos os anos, e uma conversa em que percebamos o que o proprietário quer que aconteça a seguir. Depois dessa conversa dizemos, normalmente no prazo de duas semanas, se faz sentido continuar. Se a resposta for não, dizemos porquê. Os seis passos seguintes, e quanto tempo demora cada um, estão em O nosso processo.